O Sol se preparava para ir. Naquela vieja ciudad, onde as ruas ainda eram de pedra, a tarde alaranjava. Na colina a frente, um Sol tardava a se retirar, parecia que estava bom do jeito que está. Como se fosse uma multidão de pessoas com pressa, nuvens lutavam por um lugar naquele céu. E começa a chover.
Mas, diga-se, que com aquele calor fez bem. Uma nesga de luz laranja não deixava tudo aquilo escurecer e as coisas ficaram só úmidas. Caprichadamente úmidas. Um aroma de grama e chuva emanava da rua, e algumas pessoas que passavam, andavam ali, não podiam se importar menos. Era normal se sentir assim.
Um senhor se sentou ao quiosque. Ele olhou no relógio. Apenas olhou em seguida ao barman e serviu o drink. Com a camisa de linho desabotoada por completo, os fios de cabelo branco respiraram quando removeu o chapéu e colocou-o ao lado do copo. Um lindo fim de dia – pensou. Nos passos a frente, o mar rebentava na areia. Suas lembranças também.
